Geisa Patrícia

No dia 07 de julho de 2019, às 22h15, o Benjamin do Nascimento Amorim nasceu com 53cm e 3.870Kg. Não foi um parto fácil. Mais de 30 horas de trabalho de parto, com exercícios, força, muita força, exaustão e vontade de desistir até ouvir: “olha o cabelinho dele!”. Na hora passou a vontade de desistir e eu arrumei forças de onde não tive.

No fim, já desfalecida de dor e de cansaço, vimos que não dava mais para continuar com o tão sonhado parto natural. Isso após 10cm de dilatação, bolsa rompida, neném baixo. Tinha tudo para ser normal, mas não era essa a vontade de Deus!

Seguimos para a sala de cirurgia e, em poucos minutos, o amor da minha vida estava nos meus braços. Com pouca luz, música, meu marido do lado, meu filho perfeito, muito saudável e lindo, o que eu queria mais?

Só tenho a agradecer a Deus por ter uma família que se manteve ali, presente o tempo inteiro, me dando forças, orando, chorando e, até mesmo, se desesperando por ver o meu estado. Agradeço também a equipe médica. Todos foram verdadeiros anjos na minha vida e fizeram de tudo para realizar o meu sonho com muita responsabilidade para que fosse o melhor para o meu bebê e para mim.

Deus esteve presente em tudo, nada fugiu do Seu controle e, hoje, eu celebro a vida do meu Benjamin, o filho da minha felicidade, o filho amado! Gratidão!

Tais Dias

Entrei em trabalho de parto no dia 31/07. Com 41 semanas, Lorena começou a dar sinais para vir. Acordei sentindo contrações, embora ainda fracas. Nesse dia, nós tínhamos uma consulta marcada com a Dra. Robertta Lins e, chegando lá, fizemos o toque e estava com 3cm de dilatação. Ela solicitou uma ultrassonografia e foi constatado que estava perdendo líquido, então, foi necessário induzir para que o tão sonhado parto normal acontecesse.

Aplicaram ocitocina às 14h30 e, aos poucos, as contrações foram aumentando. Às 18h30, a Dra. Robertta fez o toque novamente e, para nossa surpresa, ainda estava com 4cm de dilatação. Horas depois, às 22h30, o médico plantonista, Dr. Alexandre Calado, fez o toque e estava nos mesmos 4cm. Tivemos que intervir, pois, com a perda de líquido, Lorena poderia sofrer.

Lorena nasceu por meio de uma cesariana, às 23h20. E foi um parto lindo e adequado para nossa realidade! Muito obrigada às minhas ginecologistas obstetras, Dra. Robertta Lins e Dra. Evanir Toledo. Elas sempre nos trataram com respeito e cuidado. Agradeço também ao Dr. Alexandre Calado pela simpatia e profissionalismo ao conduzir meu parto.

Minha experiência com a Unimed foi incrível desde o primeiro pré-natal até a alta da maternidade. Fomos tratadas com muito carinho e humanidade. E isso, com certeza, fez toda a diferença!

Mércia Pimentel

Hoje, faz uma semana do nascimento da minha filha Lavínia. Só agora, após os primeiros dias de tempestade do puerpério, entre uma mamada e outra, pude escrever um relato de como foi a experiência do meu parto. Divido este texto com mulheres gestantes e tentantes que queiram conhecer mais uma história de parto normal, e, de certa forma, influenciar positivamente na tomada de decisão por essa via.

Bem, não há como falar de parto sem mencionar alguns acontecimentos atinentes à gestação. Descobri no início, com 6 semanas. Junto com a emoção da descoberta veio a decepção da notícia do descolamento do saco gestacional e o medo iminente da perda. Nos quase 3 meses de afastamento do trabalho, comecei a buscar informações sobre os tipos de parto, e foi neste período que aflorou em mim o desejo por um parto humanizado. A realidade de Maceió não difere muito de outras capitais do país, em que o modelo obstétrico tecnocrático impera: cirurgia virou normalidade, parto normal é tratado como estranho, um ato de coragem.

Nesta minha busca pelo parto normal, passei por 5 médicos durante o pré-natal. Claro que eu ficava constrangida de a cada consulta levar exames com assinatura de médicos distintos, mas o meu objetivo mesmo era identificar o profissional que não fosse genuinamente cesarista. Respeito as mulheres que optam pela cesariana, é um desejo também, mas a minha crítica se dirige ao sistema, não a elas.

Foi então com quatro ou cinco meses de gestação que conheci os médicos Robertta Albuquerque e Antônio Sérgio. Continuei meu pré-natal com a Robertta e contratei uma doula para me acompanhar no processo final da gestação. Sim, eu tinha certeza de que queria o parto vaginal, mas muitos medos me acompanhavam. A Fernanda Fassanaro me passou muita segurança, foi uma doula superpresente, ultra atenciosa! (difícil encontrar doulas que não são. Risos.). Os encontros do Roda Gestante também foram fundamentais para me fortalecer quanto à decisão tomada e me aprofundar nas questões relativas ao parto humanizado.

Bem, para avançar no relato, cheguei às 40 semanas e nada de sinal de trabalho de parto. Amigos, colegas e familiares perguntando o tempo inteiro sobre a Lavínia! Sim, todos estavam preocupados e eu também muito ansiosa. As consultas do pré-natal ficaram cada vez mais constantes, aconteciam em dias alternados. Elas foram tranquilizadoras porque, a cada exame que fazia, via que minha bebezinha estava bem.

A próxima consulta seria no plantão da minha médica, um domingo, e eu estava disposta a fazer a indução, pois já iria para as 41 semanas e meia e não havia sinais nítidos de que o trabalho de parto estava se aproximando. Felizmente, não foi necessária. Foi então que, no sábado, às 22h30, comecei a sentir as temidas contrações.
Falei pro meu marido que estava sentindo umas dores diferentes, cólicas fortes que irradiavam para a região da lombar. Diferente do que me recomendaram (ficar em casa o maior tempo possível), corremos para o hospital da Unimed, pois as dores estavam aumentando progressivamente.

Assim que fui examinada, por volta de 23h30, o médico plantonista falou que já estava com 6 cm de dilatação. Perguntou se queria parto normal e reafirmei o meu desejo. Fui encaminhada para a sala de parto normal e lá fui acompanhada pela minha doula. Uma contração atrás da outra, dores e mais dores; a evolução foi tão rápida que em torno das 3h da manhã já havia dilatado os 10 cm. Faltava pouco para conhecer minha filha, mas o tempo parece que havia parado para mim naquele momento.

As dores passaram a ser insuportáveis, foi quando olhei para o relógio e o meu psicológico interferiu: pedi analgesia! A dor na lombar era tão intensa que não conseguia sentar na bola de pilates nem fazer movimentos de agachamento. A outra médica plantonista atendeu ao meu pedido e tivemos que ir para o centro cirúrgico. Fui esclarecida de que a dor não cessaria porque precisava fazer força para o bebê descer. Sofri mais um pouquinho com as pontadas nas costas, mas o procedimento deu certo. As contrações vieram mais suportáveis, imprimi toda a força que me restava e, após muito esforço, a cabecinha coroou. Lavínia nasceu às 5h10 do dia 26/08, com 3,6 kg e 52 cm. Assim que nasceu, colocaram-na no meu peito e mamou. A placenta veio logo em seguida.

Não foi o parto dos sonhos, mas foi normal e humanizado, tendo as minhas decisões sido respeitadas. Tive liberdade para caminhar, ouvir a playlist que meu marido preparou pra mim (Beatles para bebês, a que ouvia durante a gestação), a presença da doula, o uso do chuveiro morno, da banqueta... Enfim, valeu a pena esperar e ver a minha filha nascer bem e ser acolhida da melhor forma possível.

Gracilene Nunes

Sempre ouvi falar que o parto normal trazia com ele uma dor insuportável, mas essa foi a minha primeira escolha. Fui mãe aos 18 anos de idade. Não foi uma gravidez desejada, pois eu era muito nova, tinha muito sonhos para realizar, mas foi a melhor coisa que me aconteceu. Eu estava grávida de um menino e meu filho nasceu lindo e saudável apesar da minha gravidez ter tido alguns contratempos, pois na 30° semana de gestação meu corpo começou a sentir algumas reações, sendo elas: elevação nas taxas do fígado, coceira na palma da mão e na sola dos pés que se espalhava pelo corpo, meus olhos e minha pele ficaram amarelos. Fiz vários exames, mas, na época, não consegui saber do que se tratava.

Ao ter meu filho todos esses sintomas desapareceram e o tempo passou. Depois de nove anos, engravidei novamente e foi a segunda melhor coisa que me aconteceu. Meu esposo e eu já estávamos nos preparando para chegada de um bebê e ficamos muito felizes. Então, comecei a fazer o pré-natal e, dessa vez, era uma menininha que vinha alegrar os nossos corações. Para minha surpresa, o meu corpo reagiu da mesma maneira da primeira gravidez só que, dessa vez, foi mais cedo. Na 25° semana de gestação, minhas taxas aumentaram, tive muita coceira pelo corpo, minha pele e meus olhos começaram a mudar a cor. Então, fiz vários exames e fui diagnosticada pela médica que me acompanhava com uma doença chamada colestase gestacional ou colestase obstétrica. Uma doença que compromete a função hepática, o fígado da gestante e, geralmente, tem início no segundo trimestre de gestação.

A partir daí, comecei a ter muitas crises, pois o meu corpo coçava muito e a coceira era intensa que chegava a rasgar a pele. Então, um belo dia tive uma crise forte e fui correndo para emergência da Unimed. Lá, conheci a Dra. Evanir Paixão – um anjo em forma de mulher – quando eu falei o que estava acontecendo ela me explicou um pouco sobre a doença e a todo tempo me acalmou. A partir daquele momento, eu desejei que meu parto fosse acompanhado por ela, mesmo ela não sendo a médica que estava acompanhando a minha gestação, pois percebi nela uma paixão sem igual pelo que fazia.

No dia em que minha menininha nasceu foi muito tranquilo, pois, há três dias, eu já vinha perdendo líquido. No dia do nascimento, eu acordei disposta mesmo tendo passado a noite com algumas contrações, contrações essas bem espaçadas. Levantei cedo, preparei o café da manhã, arrumei a casa, fiz o almoço e sempre sentindo contrações. Por volta das 11 horas, minha mãe, que já estava ao meu lado desde o momento que ela soube que estava com sintomas de dilatação, resolveu ir comigo para maternidade, pois eu já estava com esses sintomas desde a noite anterior, sendo que a dor era suportável.

Era um sábado, dia 13 de abril de 2019. Ao chegar à maternidade, fui encaminhada para obstetra e, para minha surpresa e felicidade, quem estava de plantão naquele dia era a Dra. Evanir Paixão. Fui atendida com o maior carinho e lembro bem quando ela me perguntou o que eu tinha ido fazer lá, pois eu não estava com cara de quem ia parir naquele momento, então ela pediu para fazer o exame de toque. Quando ela fez o exame, ela disse: “Você está com cinco centímetro com essa cara!” (risos). Nessa hora, uma lágrima caiu dos meus olhos, fiquei muito feliz, pois sabia que tinha chegado o momento.

A Dra. preparou toda papelada para o internamento. Subi para o apartamento e lá fiquei à espera da minha bebê. Quando a Dra. Evanir fez novamente o toque, a bolsa estourou e imediatamente me levaram para sala de parto. A partir daí, durou apenas uma hora até a chegada da minha pequena. O parto foi realizado em cima de uma banqueta, com a ajuda do meu esposo, que pode acompanhar tudo, e a simpatia e boa energia da Dra. Evanir, que o tempo todo tentava me animar para que eu esquecesse da dor.

Por fim, sou muito grata a todos que me ajudaram nesse processo que é tão especial para mim. Esse é meu relato de parto.

Andreia Leite

29/03, sexta feira. 22:45. 40 semanas e 2 dias. Chegamos em casa e fomos tomar um banho em família; eu, Arthur e nossa Lulu. Entre conversas, emoções e entrega, nos despedimos de sermos apenas nós três. Ao deitar, recebi a música “Dia Branco”, interpretada pela querida amiga @nandindamir e adormeci escutando-a. Às 3h da manhã, levanto para ir ao banheiro, desligo o celular e a surpresa vem. Senti uma água escorrendo pelas pernas, pensei que fosse a bolsa e envio a primeira mensagem, seguida de foto, para a Nanda. Logo ela me responde e pede que a mantenha informada de tudo. Comecei a marcação de contrações. De início, bem fraquinhas. Coloquei uma playlist para tocar baixinho. Sentei na bola e tentei descansar. Entre um cochilo e outro, a madrugada foi passando. Às 5h da manhã, as contrações se intensificaram, ficando um pouco mais doloridas. Às 6h já estavam mais intensas e achamos melhor irmos à maternidade para termos uma noção de como estava a evolução. Pedi ao Arthur que preparasse um café enquanto me arrumava. Arrumamos a Lulu e deixamos ela na minha sogra. Como já estávamos conversando com ela, explicamos o irmãozinho já estava dando sinal para nascer.

Chegamos no hospital às 7h. Nanda já estava lá. Eu fui ser examinada e estava com 3 cm de dilatação. Por ter apenas uma sala de Parto Humanizado, nós achamos melhor ficarmos nela para não correr o risco de estar ocupada caso voltássemos mais tarde. E foi a melhor coisa que fizemos. Ao entrar, as dores já estavam muito mais intensas. Me despi e fui para o chuveiro a fim de aliviar um pouco essas dores. Fiquei por lá a maior parte do tempo. As dores já estavam incontroláveis. Todas as já estavam incômodas, ou melhor, não haviam posições, mas a que amenizou foi estar agachada e apoiando no Arthur ou na barra.

Quando foi se aproximando das 10h, veio uma contração avassaladora e, com ela, o rompimento da bolsa. Eu levei um susto, pois, pela pressão, achei que era o Tony saindo. Com ela também vieram os puxões e uma vontade imensa de fazer força involuntariamente. Estava difícil de controlar meu corpo, mas tentava acalmar meu coração e minha mente.

Nisso, a médica – uma querida; um presente de Deus – Dra. Evanir Toledo Paixão chegou para analisar como estava a evolução. Ela fez o toque. Eu pedi que não me contasse em quantos centímetros de dilatação estava, pois fiquei com receio de não ter evoluído e fraquejar pela intensidade das dores. Mas ela, com um grande sorriso, insistiu para me contar e eu percebi que era uma notícia boa. E foi. Havia evoluído para 7 cm. Eu comemorei internamente e falei no pensamento com meu Tony: “Falta pouco mamãe, nós vamos conseguir. Já sinto a sua vontade, já vamos nos conhecer”. Esta notícia foi como injetasse uma força dentro de mim, sentia meu coração acelerar. Como já estava no chuveiro há muito tempo, praticamente na mesma posição, a Dra. Evanir Toledo Paixão sugeriu que eu tentasse outra posição.

Fui para a cama e, neste momento, a enfermeira, outra queridona, Samara, tentou ascultar o coraçãozinho do Tony. Porém, sem sucesso, pois as contrações estavam intensas e eu não conseguia ficar em uma posição que favorecesse o procedimento. Neste momento, estava sentindo o Arthur tenso, mas o tranquilizei falando que já sentia ele próximo, e que tudo ficaria bem. Meu corpo já o sentia e Arthur compreendeu. Tenho que ressaltar aqui como ele me ajudou e me apoiou. Eu mesma disse a ele: “Nós parimos juntos. Sem seu apoio, seus incentivos e todo cuidado, eu poderia não ter conseguido”. O amo infinitamente. E passando poucos minutos desta conversa com ele, os puxões para baixo começaram a ficar incontroláveis, era como se não estivesse no controle do meu corpo. Escuto a Dra. orientando a fazer uma força mais longa e na minha cabeça eu tentava assimilar como seria esta força, pois achava que estava fazendo o máximo. Aí, forçava novamente e ouvia ela dizer “já estou vendo os cabelinhos”. Porém, as contrações diminuíam e era como se ele entrasse novamente para dentro de minha barriga. A Dra. sugeriu mudar de posição para facilitar o uso da banqueta, mas, inicialmente, eu resisti porque achava que da forma que estava era a melhor posição.

Nanda veio falar comigo. Ela disse que a posição na banqueta iria favorecer e o nascimento poderia ser mais rápido. Elas posicionaram a banqueta ao lado da cama e Arthur me ajudou a descer, tudo com muito cuidado, pois Tony já estava na “porta” (risos).

Eu me lembro que conseguiram me sentar na banqueta, porém eu fiquei meio que de lado e, quando foram me virar, meu corpo estremeceu. Me arrepiei toda, senti uma força imensurável e a única coisa que consegui dizer foi: “esta posição tá boa demais”. Neste momento, eu sentia uma pequena ardência e, ao mesmo tempo, sentia Tony saindo de dentro de mim. Queria conseguir descrever toda a emoção vivenciada naqueles segundos, uma explosão de lágrimas de alegria! Havíamos conseguido. A música “Nascer”, de Isadora Canto, ecoava no quarto. Era eu e ele. E ele veio para mim, todo escorregadio, com o meu cheiro. Eu o abraçava, beijava, o sentia e ele com uma serenidade me olhava e abria a boquinha procurando o peito. Enquanto mamava, me olhava. Nunca esquecerei como aquele olhar era penetrante. Ficamos assim por um longo período até Arthur falar que era para entregar ele para a pediatra pesar e medir. Ela, carinhosamente, falou que o procedimento mais importante eu já estava fazendo.

A médica ensinou ao Arthur como seria o corte do cordão umbilical. Outro momento de emoção! Agradeci, mais uma vez, a Deus o cordão que levou todos nutrientes necessários ao nosso pequeno, que foi um elo entre este mundo que vivemos a ele, enquanto estava guardadinho.

Com isso, ele parou de mamar, e ali mesmo a pediatra o pesou e o mediu. Eu o seguia com meu olhar. Fui levada à cama para expulsar a placenta, que saiu logo em seguida. Outro momento de agradecimento, aquele órgão protegeu meu pequeno, forneceu a ele todo aconchego. A Dra. veio analisar o estado que ficou “lá embaixo” e aí veio a festa: períneo íntegro! Logo ela chamou a Nanda e a Samara e fizeram aquela festa. Eu não entendia, mas elas me explicaram que eu iria precisar de ponto, pois não houve lacerações.

Todas ficaram impressionadas, pois, Tony nasceu com 4.260 e 52cm, carinhosamente era o nosso bebê GIG. Toda equipe que vivenciou o nascimento estava em festa. Tudo conspirou. O amor era nítido, o quarto exalava ocitocina e não era para menos, pois o amor prevaleceu desde a descoberta da gestação. Não somente eu, mas toda nossa família curtiu cada momento, eu em especial me idolatrava. Nunca me senti tão plena, me permiti a tudo, pois sabia que, provavelmente, não teríamos mais filhos.

Gratidão a todos que participaram e também a Dra. Val que não participou efetivamente do parto porque não deu tempo, mas me acompanhou em tudo; ao Dr. Avelar e a Dra. Lara que me acompanharam nos ultrassons, mencionando cada detalhe do nosso pequeno.

Nanda, não há palavras para falar de você, minha querida, que nos forneceu todo apoio. Em todo momento que eu a procurava com o olhar, ela estava ali. Tu és paz e amor. Gratidão também a toda equipe que estava de plantão, ao Hospital Unimed por todo cuidado e todo apoio e incentivo ao parto adequado.

Salve o dia 30/03, às 11:06: nascimento do Tony e o meu renascimento! Não foi fácil passar por este processo, ele é único, intenso, dolorido e é difícil de explicar através de palavras. É amor da mais pura forma de sentir.
Gratidão, gratidão!

Yvelize Melo

Começo relatando que minha gestação foi a primeira e programada. Tudo acordado entre mim e meu esposo, e concebida pelas graças de Deus. Minha mãe sempre foi meu modelo de inspiração. A mesma teve minha irmã e eu de parto natural. Ela sempre dizia que se tivesse o terceiro filho também seria.

Em setembro de 2017, com grandes suspeitas de estar grávida, devido ao atraso da menstruação, fiz o teste de farmácia, deu positivo. Porém, ainda fiz o exame de sangue para ter o resultado oficial. No mesmo dia, no final da tarde, recebi a notícia que mudou nossas vidas, estava gravidíssima. Foi um misto de emoções com aquele resultado em mãos. Medo e felicidade se misturaram. Foi a partir daí que meu foco mudou, eu não era mais eu e sim meu filho(a).

Cuidados com alimentação e continuidade em meus exercícios físicos foram cruciais para uma gestação tranquila, sem intervenções. E a pergunta, em minha mente, que não calava: Vou dar preferência ao parto normal ou cesariano? Confesso que foram altas pesquisas sobre os dois tipos, mas como disse anteriormente, tinha uma fonte inspiradora: minha mãe.

Apesar de ouvir muitas pessoas comentarem que era melhor o parto cesáreo, pois, no parto natural, o sofrimento era grande e era muito difícil o primeiro filho ser de parto normal, eu já tinha em mente que queria o parto normal na chegada do oitavo mês de gestação.

Chegou, então, o dia de fazer o último ultrassom para definir se daria tempo de esperar mais uma semana ou não. Na madrugada, após o ultrassom ser realizado, comecei a sentir umas dores nos quadris. Não sabia, mas estava entrando em trabalho de parto. Passou-se a madrugada e, ao amanhecer, as dores continuaram. Minha frequência ao banheiro aumentou. Foi quando comecei a desconfiar e marquei o período de uma dor para outra, que até então não sabia que se tratava de contrações. Estava num tempo de 8 minutos entre elas. Uma ida ao banheiro e vi um sangramento. Liguei para meu médico informando e o mesmo iria me avaliar, só que antes dele me avaliar, minha bolsa estourou. Dei entrada na emergência e os intervalos das contrações só diminuíam. As dores eram suportáveis. Ao ser examinada, já estava de 8cm a 9cm de dilatação e a médica já sentiu a cabeça da minha bebê. Foi daí que dei entrada no centro cirúrgico para ser realizado o parto natural, como pedi a Deus.

A minha entrada na sala de parto foi às 15:30 e minha bebe nasceu às 18:04. Durante esse período, foram palavras de conforto da médica que me atendeu, bem como vários exercícios de indução e muitas tentativas. A frase que escutei e nunca esquecerei foi: “Foque nela mãe! Foque na sua bebê que está querendo vir para esse mundão! Tente abstrair a dor e transformar esse momento em único e focado em sua filha apenas”. Meu esposo teve participação importantíssima durante todo período e me ajudou muito junto à equipe médica.

Foram umas cinco tentativas, muita força, foco e orações para que tudo ocorresse bem. Deus nos preparou para esses momentos. Em uma das tentativas quando ouvi a médica dizer: “Coroou, não pare mãe!”. Nessa hora, veio forças de onde achava que não tinha mais, e aí o choro prazeroso de minha princesa. Ver aquele ser pequenino, em cima de mim, só querendo aconchego foi um momento ímpar.

O pós-operatório de um parto natural deve ser inigualável a um parto cesáreo. Visto que, no parto cesáreo, são 7 camadas de nosso corpo cortadas. Um corte foi necessário para a passagem de minha filha. Foi aplicada anestesia local. Ao passar o efeito da anestesia, é doloroso, requer muita higiene e cuidados ao sentar, porém em 5 dias, o primeiro ponto já caiu.

Em 15 dias após o parto, eu estava ótima, fazendo todas atividades domésticas, além de cuidar de minha filha, pontos 90% sarados. Afirmo que tudo valeu a pena e que, como minha mãe diz, se tivesse outro bebê teria também natural."

Arlete e Lucas

Em 2010, descobrimos nossa primeira gravidez. Não foi nada planejada, mas o desejo de sermos pais nos fez encarar esse desafio de coração aberto.

Iniciamos o pré-natal com minha ginecologista, e ali descobrimos que ela não era mais obstetra. Começamos a busca por alguém que nos transmitisse confiança e, principalmente, nos ajudasse a realizar um sonho: o parto normal.

Fomos a três obstetras, mas só encontramos a “nossa” numa visita à emergência da Unimed Maceió devido às contrações prematuras. Encontramos a confiança que precisávamos e continuamos o pré-natal com ela.

Fizemos todos os exames tranquilamente, não tivemos dificuldades em fazer os ultrassons e quando a 38ª semana chegou, chegou também a hora da nossa bebê vir ao mundo. Foi no dia 23 de setembro, às 16h23, após 8 horas de trabalho de parto.

Nasceu nesse dia também a nossa admiração pela estrutura do hospital para o parto normal. Uma sala de parto, com sala de espera, onde nossa família acompanhou as contrações enquanto foi possível; um belo banho de banheira que aliviou um pouco a tensão da nossa primeira experiência num parto normal, uma fisioterapeuta que nos acompanhou com exercícios durante as contrações, e, no grande momento, além da nossa obstetra, uma pediatra e uma enfermeira fizeram parte de uma equipe maravilhosa que nos ajudou a trazer ao mundo a nossa herdeira.

Foi muito importante nos sentirmos amparados e seguros nesse momento.

Então, 7 anos depois, nos vimos “grávidos” novamente, e lá vamos nós retornar à nossa médica. Iniciamos o pré-natal e a gestação evoluiu tranquila, mas uma coisa nos marcou desta vez: a dificuldade em marcar os ultrassons.

As clínicas davam datas muito distantes para marcar os exames, a não ser que fôssemos não pelo plano, e sim num atendimento particular. Isso gerou uma insegurança muito grande e um estresse desnecessário durante a gestação.

Até que no dia 10 de abril de 2018, às 12h03, e na 37ª semana, nosso menino nasceu, também de parto normal. Já conhecíamos a estrutura, a equipe que estaria no momento do parto, mas o que nos surpreendeu foram os exames que foram feitos antes mesmo da alta: olhinho, orelhinha e coração. O teste do pezinho, assim como o da nossa filha, foi feito no ambulatório da Unimed, um dia depois da alta.

Hoje, nossa família está completa e nos sentimos sortudos pelas experiências que tivemos em nossos partos. Foi uma surpresa muito boa e recomendamos sempre: o parto normal e a Unimed Maceió.

Yoko Ono C. Ramalho da Rocha

O parto de minha primeira filha foi realizado por cirurgia cesariana, sob a justificativa da posição fetal pélvica e, ao chegar ao hospital, estar de bolsa rota há aproximadamente 2 horas, restando, segundo a minha obstetra na época, apenas 4 horas para Daphne nascer de forma vaginal. Na época, não havia me preparado para o parto normal e desconhecia suas contraindicações absolutas.

A cesariana foi realizada na maternidade do hospital Unimed Maceió e ocorreu conforme o protocolo médico vigente. Entrei no centro cirúrgico morrendo de medo, afinal seria submetida a uma cirurgia invasiva e potencialmente arriscada. Logo após a remoção de minha filha, não pude tê-la em meu colo e não pude amamentá-la; foi aspirada, pesada, medida, banhada, recebeu colírio de nitrato de prata (mesmo sendo parto cesariano); e, por fim, pude conhecê-la, diga-se vê-la. A formação do vínculo foi quebrada logo no início mais importante, porque eu não estava alerta, em decorrência da anestesia.

Tenho toda a filmagem, antes não a tivesse, pois não consigo assisti-la de tão chocante para mim, o “protocolo” pediátrico me traumatizou. Quando lembro o choro e o tremor do seu corpinho ao ser banhada daquela forma, ao aceitar ingenuamente os procedimentos desnecessários ou prorrogáveis. Também choro de tristeza e lamentação, chego a me culpar por tudo aquilo.

Após a cirurgia, não podia falar. Não me levantava sozinha nos primeiros dias. Enfrentei 30 dias de grande desconforto abdominal e não podia sequer sorrir ou banhar minha filha. Recebi lavagem intestinal por causa da séria prisão de ventre. Meu esposo ou minha mãe se revezavam para dormir comigo para buscar o bebê, quando reclamasse meu seio ou minha atenção; estive dependente de ajuda para cuidar do meu bebê por um longo período.

Quando resolvi ter a minha segunda filha, decidi que dessa vez o parto seria “meu”, confiaria na Natureza e em minha capacidade de parir, assim como os demais mamíferos. Rejeitava a possibilidade de enfrentar o centro cirúrgico e o pós-operatório de uma cesariana novamente. E consegui experimentar um dos momentos mais poderosos e prazerosos de minha vida, o oposto do que não vivenciei no primeiro parto. Procurei a Dra. Robertta no final de 2016 para concretizar minha intenção de ser mãe pela segunda vez. Ela foi fundamental no pré-natal e parto. Foram nove meses de tentativas frustradas de engravidar, mas que em agosto de 2017 felizmente se confirmou. Desde o início me incentivou ao parto normal e ressaltou que, apesar de uma cesariana anterior há 10 anos, não haveria necessariamente indicação para outra.

Li muito sobre parto ativo e uma máxima imperava: a mulher e o bebê são os protagonistas, sendo o parto algo fisiológico. A equipe médica acompanha o processo e diante de um problema ou patologia, intervém para resguardar a vida da mulher e do bebê. Nessas horas, a mulher saudável em trabalho de parto não pode ser vista como paciente, e sim como pessoa que merece uma atenção especial, humanizada.

A conscientização para o parto normal e ativo foi construída durante as 39 semanas e 6 dias de gestação. Preparei meu corpo e minha mente. Porém, junto a essa preparação, surgiram preocupações: onde ocorreria o parto? Seria domiciliar ou hospitalar? E se fosse hospitalar, como fugiria da episiotomia de rotina, do parto em posição horizontal e do protocolo pediátrico em vigor? Soube que em toda Maceió, na rede privada, havia apenas 3 quartos para o parto humanizado. Um no hospital Unimed e dois na Santa Casa. Com isso mais uma preocupação: teria sorte no dia “D”? Sim, tive sorte: o único quarto da Unimed preparado para atender minhas expectativas estava disponível.

Rompi a bolsa às 22h30min do dia 18.04.2018. Tinha me deitado na cama para dormir havia pouco mais de meia hora. Prontamente liguei para minha cunhada Juliana, que é enfermeira obstetra, e recebi orientação para manter a calma e aguardá-la chegar. Após uma hora, ela chegou e verificou a frequência cardíaca de meu bebê e o aspecto do líquido amniótico, que se apresentaram dentro da normalidade. Nesse momento, começaram as ondas uterinas e rapidamente alcançaram a frequência de 2 a 3 contrações a cada 10 minutos.

Assim, partimos para a Santa Casa, esperançosos de conseguir um quarto PPP, diante da maior oferta do hospital, mas não havia vaga. Imediatamente descemos para o hospital Unimed e contatamos a Dra. Robertta, que prontamente se dispôs a me atender, e por volta das 24h30min fui internada.

A suíte é maravilhosa, ampla, com dispositivos que ajudam a amenizar a dor das contrações, equipamentos de fisioterapia, uma banheira para relaxar, regulação de luz que traz mais conforto, e o mais importante, o cômodo permite acompanhantes. Irmã, cunhada, primogênita e esposo me acompanharam e me deram imprescindível apoio emocional nesse momento mágico de minha vida.

Meu marido foi companheiro e atuante do início ao fim. Isso me fortaleceu e me encorajou a seguir em frente. Após 12 horas de bolsa rota, Margot veio ao mundo, sem episiotomia, mostrando quão forte nós duas fomos e que conseguimos vencer. Ela veio pro meu colo ainda presa ao cordão umbilical, mamou e permaneceu por tempo suficiente para iniciarmos nosso vínculo afetivo. Foi lindo! Não recebeu colírio de nitrato de prata (não havia indicação, visto que a cultura de secreção vaginal foi negativa para gonococos), não recebeu vitamina K (gestação e mãe saudáveis, sem problemas sanguíneos propensos à hemorragia), não tomou banho, não foi “esticada” para a medição e não foi aspirada (não apresentou sinais de necessidade), seguindo o meu pedido expresso no plano de parto e enfatizado por meu marido após o nascimento.

Ressalvo, no entanto, quanto aos cuidados pediátricos com o recém-nascido, que o pediatra neonatal deveria estar envolvido com os conceitos de humanização, atuar em consonância com o/a obstetra, e principalmente com proposta do plano de parto e dos anseios da parturiente, procurando adequar os procedimentos de suporte à vida neonatal, sempre visando o bem estar do bebê e não apenas para seguir o protocolo (refiro-me ao uso indiscriminado do colírio de nitrato de prata, da vitamina K e da medição imediatamente ao nascer).

Sugiro também um treinamento para a equipe auxiliar, porque por diversas vezes, em pleno trabalho de parto e sentindo dores, fui arguida das mesmas perguntas já respondidas anteriormente sobre meu nome e a gestação.

Acredito não ser aquele o momento ideal para preenchimento de ficha, afinal a médica que acompanhou toda a minha gestação estava lá e detinha essas informações, assim como a primeira auxiliar que preencheu meus dados antes da internação. Outra observação seria para zelar mais pelo silêncio, ter mais cuidado ao bater à porta do quarto ao entrar e sair, procurar acender luz baixa à noite e na madrugada, e preservar a privacidade tanto no decorrer do parto como após.

Em relação aos cuidados fisioterápicos, tenho a grata lembrança de que, num instante de “covardia”, prestes a pedir analgesia, Dra. Robertta solicitou o apoio da fisioterapeuta, a qual foi decisiva no suporte psicológico e importantíssima nas manobras de alívio da dor.

Infelizmente há um enorme preconceito com relação ao parto normal, muito medo de sentir dor, de sofrer violência obstétrica e de não ser capaz. Eu estaria mentindo se dissesse que não senti dor. As contrações foram dolorosas e, ao passo que se aproximava do período expulsivo, tornavam-se mais intensas, frequentes e duradouras. Mas tudo isso foi suportável. Eu “mergulhei” num verdadeiro transe mental. E depois que Margot nasceu, toda dor desapareceu e recebi uma dose enorme de amor, de felicidade e de prazer inigualáveis.

O pós-parto foi infinitamente menos dolorido que a cesariana, se não fosse pela sutura da pequena laceração no períneo, parecia que não tinha parido. Não fui impedida de cuidar de minha filha, nem de me cuidar. Os pontos já não existiam após 15 dias. Um pós-operatório tranquilo e passageiro.

Agradeço à Dra. Robertta pela paciência, pelo respeito à minha proposta, pela eficiência no trabalho desempenhado, pela competência na assistência, por ter me ajudado nas melhores escolhas e por ter proporcionado o meu bem-estar e o de minha filha. E agradeço também ao hospital Unimed e toda equipe pelo acolhimento e atenção dispensados.

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